<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938628449518849228</id><updated>2012-02-16T16:36:12.782-08:00</updated><category term='Cap2 a velha do vale'/><category term='Cap1 a casa de fadas'/><title type='text'>Ao som das cigarras</title><subtitle type='html'>Um blog de contos e sonhos.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://contos-de-bruxa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938628449518849228/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contos-de-bruxa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Nadja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18147330541957146355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_1ja7-jM3wmQ/SaFf7-rtVOI/AAAAAAAAAG0/rD3VUy21WSg/S220/100_2519.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>2</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938628449518849228.post-5799532443484085165</id><published>2009-05-11T11:27:00.000-07:00</published><updated>2009-05-11T17:19:40.529-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cap2 a velha do vale'/><title type='text'>Cap2 a velha do vale</title><content type='html'>Parecia não conseguir desviar seu olhar do rapaz. Enquanto ele lhe sorria, Mia suavemente erguia seu rosto procurando esconder o rubor em suas bochechas. Por minutos não consegui'ra lembrar- se qual fora a 'ultima vez que alguém lhe fizera sentir assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;O que voce faz aqui?&lt;/em&gt; - perguntou o rapaz oferecendo sua mão à garota. Ela recusou sua ajuda, mas levantou-se rapidamente, com um sorriso timido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Gosto da vizinhança.&lt;/em&gt; - inventou. Limpou levemente sua calça, suja do tombo que havia tomado e caminhou para mais longe da casa, mais próxima de seu carro, tirando logo suas chaves do bolso. Atrapalhou-se para abrí-lo, ao que seu novo amigo ria, deixando-a mais envergonhada ainda. Tentara mais algumas vezes até lembrar-se de que poderia simplesmente abrí-lo com o botão atrelado a chave e levou seu dedo tremulo a tocá-lo,e com um sorriso frouxo entrou em seu carro acenando levemente sem olhar para o rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim foi embora.&lt;br /&gt;O rapaz permaneceu parado, seu sorriso havia sumido, mas não se sentia mal ou assustado. Fechou os olhos por um momento e dirigiu-se à casa que havia atraído a atenção da moça. Passou suas màos pelo portão e dirigindo-se à caixa de correio, trazia consigo uma expressão confusa, provavelmente perguntando-se o porque daquela peça tão simples ter atraído a atenção daquela estranha. Porque, dentre tantas coisas fascinantes que a casa ostentava, ela havia se interessado pela única coisa que lhe pertencia naquele lugar!!! Ou... que havia lhe pertencido um dia...&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- &lt;em&gt;Chegou cedo.&lt;/em&gt; - dissera uma voz cansada e suave, atrás do rapaz.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sem sentir-se supreso ou assustado pela presença da velha, o jovem a seguiu para dentro da casa, desviando seu olhar por sobre as plantas que se sobrepunham à casa. Pisando com seu sapato em algumas folhas e raízes, sem se importar que pudesse danificá-lo ou sujá-lo naquele caminho pelo qual a velha o conduzia. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ela ostentava um sorriso singelo e sereno, mantinha seus olhos fechado e cantarolava uma cançào numa língua desconhecida e nada nesta cena parecia surpreender o homem. De baixa estatura e cachos loiros e finos espalhados por seus ombros, a velha portava um chapéu de palha, com detalhes pintados sem nenhuma coordenação. Usava um vestido verde, que avolumava sobre seu corpo, fazendo-a parecer mais corpulenta do que se supunha ser. Havia trabalhado no jardim por muito tempo, como denunciavam suas botas e luvas de gardinagem sujas de terra. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sem dirigir um único olhar à senhora a sua frente, o rapaz entrou na casa sem fazer barulho, fechando a porta para o mundo ao fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href='http://blogblogs.com.br/api/claim/81736083/213904/106563' rel='me'&gt; BlogBlogs.Com.Br &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7938628449518849228-5799532443484085165?l=contos-de-bruxa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contos-de-bruxa.blogspot.com/feeds/5799532443484085165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contos-de-bruxa.blogspot.com/2009/04/cap2-velha-do-vale.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938628449518849228/posts/default/5799532443484085165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938628449518849228/posts/default/5799532443484085165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contos-de-bruxa.blogspot.com/2009/04/cap2-velha-do-vale.html' title='Cap2 a velha do vale'/><author><name>Nadja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18147330541957146355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_1ja7-jM3wmQ/SaFf7-rtVOI/AAAAAAAAAG0/rD3VUy21WSg/S220/100_2519.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938628449518849228.post-2371121480455641743</id><published>2009-04-16T09:11:00.000-07:00</published><updated>2009-04-16T09:30:14.163-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cap1 a casa de fadas'/><title type='text'>A casa de fadas</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Eu não estou esperando nada, espero que você saiba.&lt;/em&gt; - disse a moça fitando os olhos do rapaz enquanto suas mãos tocavam delicadamente seu cabelo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Haviam se conhecido há pouco tempo, mas a intensidade do relacionamento diria a qualquer pessoa que não os conhecesse que ali havia muito mais história do que eles permitiam um ao outro dizer. Se encontravam todos os dias em frente a antiga casa da moça, onde ela havia morado por toda sua infancia e onde os dois se conheceram.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Tinha sido um dia bonito de outono e o vento levantava as poucas folhas que caíram das árvores naquele ano. Abaixou-se e pegou uma delas, não reteve seu olhar à folha a sua mão, mas à casa a sua esquerda. Seus olhos enxeram-se de lágrimas, mas ela nào se permitiu chorar, já havia treinado muito para aquele momento e nunca, em nenhum de seus sonhos ou fantasias, tinha se visto chorando por um tempo que não mais voltaria.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A casa era grande, amarela, situada bem no final da rua, fazendo com que não tivesse muitos vizinhos, além de um singelo vale que parecia debruçar-se sobre o quintal onde ela havia brincado anos antes. Da pintura amarela da casa pouco restava, via-se que ninguém mais cuidara de suas paredes ou telhas, via-se que a porta, um dia majestosa, havia sido forçada algumas vezes, provavelmente por crianças curiosas da vila, afim de aterrorizar seus amiguinhos.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O portão entreaberto convidava a moça a entrar, mas seu coração batia descompassadamente tão forte e desgovernado, que essa idéia ela só teria mais tarde, quando já se encontrasse muito longe dali.A caixinha do correio lhe chamou a atenção, não era a mesma de sua infância. Era, aliás, a única coisa que se podia dizer nova em todo aquele cenário rústico e enevoado. Aproximou-se lentamente, como se cada passo fizesse doer seus músculos rígidos. Fez menção de tocar a caixa por inúmeras vezes, mas decidiu-se pelo contrário, apenas contornou seu formato com a ponta dos dedos, sem que a estes fosse permitido sentir a textura suave e amadeirada com que a caixa fora feita. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Seu formato era curioso, uma casinha que lembrava as de passarinhos, mas os seres que a habitavam eram outros. A casinha era rodeada por belas fadas, que aparentavam voar nas mais diversas direções.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sentiu-se curiosa. Quem teria substituído a antiga caixa de correio por uma tão singular e bonita? Seu estomago repreendeu-lhe, alguém &lt;em&gt;havia mesmo substituído&lt;/em&gt; a sua caixinha de correio!Aquela que sua mãe havia comprado. Ou seria seu pai? Ou quem sabe já se encontrava lá quando eles haviam se mudado para a casa. Não importava, sentia que aquilo tudo lhe pertencia e não parecia-lhe justo que qualquer coisa estivesse além de seu conhecimento e propriedade. Aproximou-se seu indicador de uma das fadas, a mais bonita, mas de aparencia não muito convidativa, seus olhos pareciam avessos a visitas. Faltava apenas um pouco para tocá-la...&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;--&lt;em&gt;Eu também nunca entendi por que fadas e não... qualquer outro enfeite!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A voz, rouca e próxima, surpreendeu-lhe de tal forma, que a fez dar um pulo para traz, tropeçando em um monte de pedras estranhamente arrumadas para um local tão esquecido pelo tempo. Lentamente a moça recuperou-se do susto e pos-se a olhar seu intruso. Sentia seu sangue fervendo em suas veias, a respiração beirava o ofegante. O homem lhe sorria, e como que mágica, a garota sentiu-se mais calma, a tremedeira a parecer nunca ter-se feito presente.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7938628449518849228-2371121480455641743?l=contos-de-bruxa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contos-de-bruxa.blogspot.com/feeds/2371121480455641743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contos-de-bruxa.blogspot.com/2009/04/casa-de-fadas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938628449518849228/posts/default/2371121480455641743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938628449518849228/posts/default/2371121480455641743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contos-de-bruxa.blogspot.com/2009/04/casa-de-fadas.html' title='A casa de fadas'/><author><name>Nadja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18147330541957146355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_1ja7-jM3wmQ/SaFf7-rtVOI/AAAAAAAAAG0/rD3VUy21WSg/S220/100_2519.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
